Agora acabou, mesmo

Não há túnel e não há porque falar em luz no fim de um. O que há é o final de uma tragédia imposta ao País por um bando de desvairados obcecados pelo poder. A todos nós cabe a tarefa de nos erguermos e reconstruir nossas vidas.

Vai levar algum tempo para que o Estado se submeta à vontade da Nação que se deixou intimidar e supor que era dependente daquele bando de desvairados.

A partir de agora a Operação Lava Jato passa a ser uma Estação de Tratamento de Esgoto onde agora se debatem esses infelizes larápios do patrimônio nacional, que desfilavam diante da Nação o pouco caso com a coisa pública.

Acabou, mesmo, a era do domínio de alguns poucos.

Marcelo O. quer ir para casa e Emílio, seu pai, vai fazer de tudo para que isso aconteça. O avô Norberto, falecido em julho de 2014, aos 94 anos, pouco depois do início da Operação Lava Jato, em março daquele ano, talvez tenha se dado conta do risco que a empresa que fundou em 1944, estava correndo. Marcelo e Emílio devem ter decidido sacrificarem suas vidas para salvarem a empresa. Cometeram o erro de usarem o suborno para alcançar um nível de destaque no meio empresarial do mundo. Não precisavam fazer isso e a tarefa agora é recuperarem o prestígio da empresa e não o de seus nomes como empresários. Isso passou a ser secundário.

Não é preciso provar coisa alguma. A desmoralização dos atores que a Odebrecht corrompeu é definitiva, embora se possa supor que a partir da pré-delação de Marcelo, homem meticuloso, todas as empresas do grupo irão revirar seus arquivos na busca senão de comprovantes, pelo menos dos indícios que irão provar o assalto aos cofres público e das empresas, praticados por essa corja de “políticos” citados na delação. Basta indicar os caminhos para se concluir que o PT é um partido de corruptos. Entre mortos e feridos, todos viram pó do estrume do cavalo do bandido.

A delação de Marcelo Odebrecht é devastadora e não há como o PT se recuperar.

Continuaremos obrigados a conviver com bandidos ainda encastelados no poder, protegidos pelo manto corrupto do Estado. Isso, porém, não perdurará.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
05/06/2016

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