A Segunda “Revolução dos Covardes”

A submissão do PSDB, na tarde de 07/12, à vontade de Eduardo Cunha, teria escancarado o caráter do senador Aécio Neves. É deplorável que almeje alcançar a presidência da República via a tentativa de impedimento da presidenta que tem as características da traição e da covardia. Mais deplorável, que postule ser candidato em 2018. Este País precisa de um estadista e não do que seriam falsos líderes como “Lula Nunca Mais” e o senador, que estaria se comportando como um oportunista.   

PT, PMDB, PSD, PP, PR, PDT, PRB, PROS, PCdoB são os partidos que formaram a coligação que apoiou Dilma Roussef no primeiro turno na eleição em 2014. Todos os deputados federais, sem exceção, que se elegeram naquele primeiro turno se beneficiaram da associação com o PT.

A História sempre se repete, e geralmente naqueles aspectos quando se identificam desastres e, na política, as mudanças de alianças e compromissos, justificados por motivos nebulosos.

A Primeira Revolução dos Covardes, assim intitulada no livro do jornalista David Nasser, ocorreu em 11/05/1938, com a Intentona Integralista.

A Segunda Revolução dos Covardes é o atual movimento para o impedimento da presidenta.

É de se estranhar que o jurista Hélio Bicudo tenha levado 20 anos para se afastar do PT, em 2005, após participar de sua fundação em 1985. Qual teria sido a razão? Consta que teria sido em razão do escândalo do Mensalão e, neste caso, indaga-se: o que o impediu de redigir um documento propondo o impedimento de Lula?

A mesma pergunta se faz quanto às posições de membros dos partidos que formam os Blocos do PMDB, do Governo e dos Independentes e que poderiam vir a ser designados para a Comissão Especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta. O noticiário, nesses dois últimos dias, está repleto de especulações quanto aos votos que serão dados, secretamente, pelos 65 deputados, com ênfase aos que pertencem aos Blocos do PMDB e do Governo.

Aconteça o que acontecer, a presidenta Dilma enfrenta um dilema semelhante ao do tenente Fournier: no momento crítico poderá vir a perceber ter sido vítima, senão de uma tentativa, de uma Segunda Revolução dos Covardes. Por falar em covardes, onde está “Lula Nunca Mais”?

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
06/12/2015

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