Operação Custo Brasil, a mais nojenta

Descontavam no contracheque de funcionário público, inclusive pensionista, R$1,00 que seria a taxa de operação do pagamento de empréstimo consignado. Na verdade, a taxa é de 30 centavos, majorada para que os canalhas furtassem 70 que iam para seus bolsos ou para o PT. Entre 2010 e 2015 teriam desviado R$100 milhões.

O que está sendo desvendado é uma resposta ao que seria uma manifestação de incorrigível boçalidade que dispensaria qualquer comentário. O que a distingue, porém é a de ter sido expressa por um deputado federal em discurso na Câmara, com transmissão pela TV Câmara. A seguir, pela reclamação da senadora Gleise Hoffmann pela busca e apreensão feita no apartamento funcional que ocupar com o marido, Paulo Bernardes, realizada “na frente de meus filhos”.Ora senadora, seria o caso de lhe dizer, “vá se catar”, já que a Senhora não leva em conta que seu marido está envolvido nessa nojenta prática, afetando gente que ganha salário miserável.  

No ontro caso, encerrada a votação na Comissão de Ética na Câmara, em 14/06, o deputado Carlos Marun fez um discurso reclamando que a política teria sido criminalizada.

É o contrário, deputado. O que aconteceu é que a classe política foi infiltrada por criminosos, um bando de vagabundos, vigaristas e falsários, principalmente por ocasião da fundação do PT em 1985. Antes, durante os governos militares, quando se tinha apenas dois partidos, o PMDB e a ARENA, concentraram-se no primeiro, que se tornou um “saco de gatos”. Mas também se infiltraram na ARENA.

Com a redemocratização os vagabundos se espalharam pelos vários partidos que foram criados até que, com a primeira eleição de Lula, encontraram abrigo no PT, PMDB, PP e outros. Foi naqueles três que se aperfeiçoou o assalto sistemático dos cofres públicos, a primeira descoberta vinda à luz por ocasião do Mensalão, em 2005. A segunda, com a Operação Lava Jato. E agora, a Operação Custo Brasil

É impossível entender de que maneira um cérebro viria a ter a capacidade de elaborar o raciocínio do deputado Marun, de extremíssima boçalidade, um exemplo sendo a sua intervenção na Comissão de Ética quando exclamou, “trust não é conta”. Portanto, estaria confirmado que o deputado Eduardo Cunha não mentiu quando, voluntariamente, fez um pronunciamento na CPI da Petrobrás.

O alicerce dessa sucessão de falcatruas que a cada dia são trazidas ao conhecimento público, está lá trás, nos anos de governos militares, montado pelos vagabundos que, eventualmente, se associaram a partidos políticos, entre estes se destacando o PT, o PMDB e o PP. O PSDB também pode ser incluído, uma vez que os criminosos aproveitaram todas as possibilidades para agir. O que interessava era ser eleito ou ser indicado para um cargo na execução, por exemplo, de emendas de parlamentares.

O Brasil, espera-se, estaria passando por uma purificação da classe política e o que incomoda é assistir-se o comportamento de um deputado como Carlos Marun que, não houvesse o risco de se ser processado por calúnia, dele se diria, “Esse cara é muito burro”.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
23/06/2016

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