As machadadas e as passadas de Temer (Ed. 30/05)

Sérgio Machado jogou verde, colheu podres e Temer deu um passo pra frente e três pra trás. O que seria hipocrisia Sarney lamenta que suas conversas tenham se tornado públicas. O que conta é que as vozes nas gravações são dele e dos demais que caíram na armadilha montada por Machado. Revela a existência da “Máfia brasileira” com Temer escolhendo auxiliares no meio dela. 

Não é exagero comparar o feito com as gravações que se tornaram possíveis depois que Joe Pistone, agente do FBI, conseguiu infiltrar a Máfia, então uma ultrassecreta organização criminosa nos Estados Unidos.

É uma visão daquele bando de políticos, que nada mais seriam do que criminosos comuns, que vem atuando a, pelos menos, 50 anos, em todo o País.

O que se suspeitava, o que se dizia, especulava-se, tornou-se concreto e parece ser verdadeira a conclusão de Sérgio Machado que diz, numa conversa com Sarney (que não deveria merecer os títulos de ex-presidente e ex-senador), “sobram uns cinco”, referindo-se ao número de políticos que não se envolveram com o incrível descalabro que foram os 13 anos de continuado assalto aos cofres públicos nos governos do PT.

A “máfia do PT e associados” levou uma machadada.

Do País merecem o máximo de desprezo, repúdio.

Que cada participante receba uma pena que, no dizer do advogado de José Dirceu, corresponda a uma prisão perpétua.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
28/05/2016

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