A latrina do Supremo entupiu

Tchau para Cunha. Waldir Maranhão: se manca. O estranho é haver senador, naquela latrina, que julgará a presidenta. Deveria se abster, por uma questão ética. Está parecendo julgamento em bando onde alguns são bandidos, entre eles o chefe. Ontem, no SINE em Cabo Frio, lotado, um em cada dez estava lá para fazer o exame médico para levar ao empregador para assinar a carteira de trabalho. O resto para levar o atestado para dar baixa na carteira. Isso dá a média de 400 a 450 desempregados por hora comparados à média nacional de 300. Os donos de negócios estão fazendo o possível para salvá-los e, talvez, esses desempregados, principalmente no comércio, deverão tentar sobreviver com o que já receberam e receberão como compensação ou com o seguro desemprego e aguardar o fim da depressão e recuperarem seus empregos. Irá acontecer, a não ser que alguém imagine que o número e tamanho das atividades instaladas, em todos os setores de atividades econômicas no País, não serão capazes de se recuperarem.

Do STF Lula deve sair assobiando. O “pai dos pobres” ficou rico, o Instituto Lula nos fazendo o favor de informar que recebeu US$200 mil por palestra proferida no Brasil e no exterior. Teriam sido 20, do que resultou uma conta bancária recheada com cerca de 10 milhões de reais. Caso Lula seja fulminado por um enfarte, dona Marisa e filhos não herdarão o tríplex e o sítio em Atibaia, apenas a mobília. Terá que devolver o que foi surripiado dos palácios do Planalto, Alvorada e Granja do Torno. Destacam-se nisso as joias que foram colocadas sob a guarda de Dona Marisa e guardadas em um cofre do Banco do Brasil. Essas coisas minam a credibilidade de Lula. Talvez tenha energia para correr o País mobilizando as “massas”.

Mais de 70 políticos e não-políticos foram indiciados pelo Procurador Geral da República ao STF, estão entupindo o vaso sanitário do órgão e muitos irão “entra pelo cano”.
O afastamento de Eduardo Cunha, na manhã de hoje, da presidência da Câmara, por decisão monocrática de um ministro do STF, talvez altere a posição de alguns senadores na Comissão Especial que está julgando a admissibilidade do pedido de afastamento da presidenta para seguimento para julgamento pelo Senado. É óbvio que houve abuso de poder de Cunha quando aceitou o pedido de afastamento, mas mesmo os senadores vacilantes ou em dúvida, deverão ser movidos pelo chamado “conjunto da obra”, repetidamente citado durante a discussão na Comissão e que não deveria ser usado como motivo para a admissibilidade do pedido de afastamento. O comportamento de alguns senadores do PT atrapalhara, e muito, notadamente o do senador Lindberg Farias que parece ter esquecido que o Senado não é a UNE, onde prevaleceu “no grito”, comportamento comum de todos os seus presidentes.

O Supremo “está com a faca e o queijo na mão” e, talvez, deva ser mais ágil nas decisões que deve tomar para “desentupir sua privada”. Não se pode contemplar um eventual governo Temer onde o presidente do Senado, senador Renan, venha a se tornar réu no STF e continuar na presidência. Idem com relação aos ministros que comporão em governo Temer: deverá evitar a nomeação daqueles que constem das chamadas “listas de Janot”.
Dias cruciais para o retorno da estabilidade política, econômica e administrativa do País se seguirão. O Estado está falido e a Nação deverá se sustentar por si mesma, o que se refletirá na expansão da economia informal. Isso é ótimo, uma vez que a organização do Estado resulta de uma decisão da Nação em se organizar politicamente.

O Estado brasileiro está em fase de renovação, o que pode ser observado pelas invasões por estudantes, por exemplo, da Assembleia Legislativa em São Paulo. Não é um ato impensado, aleatório e que deve ser criminalizado. A Justiça deverá exigir que a retirada dos estudantes o que não significa que os deputados estaduais não irão alterar seus comportamentos.

Estamos vivendo dias excepcionais. Que resultem em dias melhores para o País.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
05/05/2016

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