2018: os mesmos vagabundos? (Ed 07/03)

Os Estados Unidos elegeram um indivíduo que sofre, obviamente, do transtorno narcisista perverso: Donald Trump. Basta observar seu comportamento, literalmente massacrando adversários acusando-os de práticas que visam destruí-lo ou prejudicar. Durante anos colocou em dúvida a nacionalidade de Obama. Nas eleições alegou que entre três e cinco milhões de eleitores fantasmas levaram à contabilidade de ter seu adversário receber mais votos do que ele. E na semana passada acusou Obama de ter grampeado seus telefones, sem apresentar provas. Vez por outra surge no cenário político norte-americano um presidente com personalidade narcisista perversa. O penúltimo foi Nixon e, agora, Trump.

Já no Brasil o problema é o infindável ciclo de presidentes corruptos e inconsequente. De Temer (e Dilma), Lula, Aécio e até Marina Silva, para baixo, há uma lista de indivíduos diretamente ligados ao monumental esquema de corrupção montado por Marcelo Odebrecht e associados. Esse grupo teria desviado dos cofres públicos uma quantia que excede seis bilhões de reais e, talvez mais. Para operarem envolveram os mais diversos tipos de operadores: secretárias, motoristas, funcionários de bancos, operadores de compra e venda de moedas estrangeiros, motoristas, empacotadores de dinheiro, etc.

Descobriu-se, com o depoimento de Marcelo O. que não sabe se o dinheiro que repassou à partido político é legal ou estava misturado com dinheiro desviado para subornar presidentes, diretores e funcionários graduados das empresas ilicitamente contratadas para executarem obras públicas.

Do que mais deveríamos chamar de vagabundos, canalhas, ou sem-vergonhas aqueles presidentes e funcionários graduados daquelas empresas² Foram covardes quando fizeram uso de subordinados para levarem a cabo seus desprezíveis propósitos. Como poderia, por exemplo, se recusar a conduzi-los aos locais onde as propinas eram pagas? Esses assessores, involuntariamente envolvidos, servirão de testemunhas para se comprovar as ações de seus superiores.

De Termer para baixo continuamos s sermos governados por gente sem condições moral e ética para ocuparem cargos públicos, sejam eles eleitos ou contratados.

O que temos que decidir é se, em 2018, permitiremos que voltem a, supostamente, nos representar ou defender os interesses nacionais.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
03/03/2017

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