2015: o princípio do fim da Era da Insensatez

Estamos completando 50 anos da improvável sequência de governos que institucionalizaram a corrupção. O que há de diferente, neste ano, é o encarceramento de ladrões refinados, que estão sendo identificados graças aos avanços tecnológicos.

É o fim, se Deus de fato é brasileiro, da estupidez, da cretinice, que não começou em 2003 como tantos editorias, artigos e comentaristas em rádios e TV preferem singularizar, mas muito antes, na década de 1970, os “anos de chumbo”, os militares dominando o cenário num desenfreado festival de criação de empesas estatais que tornaram em realidade o sonho dourado de militares que iam para a reserva e nelas ingressavam, complementando seus soldos com gordos salários. A mais famosa era a O-brás, sua placa espalhada Brasil afora. Entre 1964 e 1985 os governos militares criaram uma monstruosa dívida externa. O Banco do Brasil por pouco não fechou, numa repetição do que aconteceu com a partida de Dom João VI, que levou consigo todo seu ouro.

Na década de 1980, com o surgimento no cenário de um líder sindical, simplório e semianalfabeto, supostamente carismático foi logo ele cercado pelos líderes das chamadas guerrilhas urbanas que supostamente combatiam a ditadura militar, mas que nunca deixaram de procurar, e puxar o saco, dos militares em busca de troca de favores. De um lado, eles, do outro os militares. De um lado a promessa de controle das greves e protestos nas ruas, do outro a oferta de cargos públicos regiamente remunerados.

A estrutura estatal apodreceu até a medula. A esculhambação que impera não foi montada em 13 anos de governos petistas.

Dona Dilma, herdeira da consequência do assalto aos cofres públicos ao longo daqueles 13 anos, que por um acidente de percurso no desenvolvimento tecnológico se conseguiu identificar, deverá ser obrigada a concluir seu mandato. Não deverá ser impedida nem se deverá aceitar sua renúncia, se a pedir. Terá que ir até o fim, mesmo arrastada pelos cabelos ou pelos polegares. O que este País não precisa nem deve querer é alguém que venha a ter a oportunidade de vagar por ai se apresentando como vítima de um “golpe”. Devemos permitir que escorra pelo cano de esgoto por onde flui a esmagadora maioria da podridão estatal que se acumulou ao longo dos últimos 50 anos.

Salve, salve 2019! Sem Lula, Dilma, Temer, Aécio, Serra, Cunha e outros “bichos” mais nocivos.

Ernesto Lindgren
CIDADE ONLINE
30/122015

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